O tanino de um vinho é um polifenós, substância amarga encontrada em frutas, árvores, madeiras, raízes e em alguns vegetais. É ele que sustenta o vinho, dando corpo e ajudando a envelhecer.

Eles não são necessariamente um sabor, mas uma sensação de ressecamento na boca (adstringência).

Na produção de um vinho, o tanino irá vir de duas fontes: (i) casca e sementes de uvas e (ii) barricas novas de madeira, por isso, ele é mais comuns nos vinhos tintos, uma vez que normalmente a produção dos vinhos brancos são feitas sem as cascas das uvas.

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O bom tanino vem das cascas e sementes das uvas, porém ao macerar galhos e uvas que não estão maduras, o sabor “verde” irá aparecer no vinho, deixando o produto fraco e amargo. As uvas de casca grossa irão produzir vinhos mais estruturados, com cor intensa e taninos proeminentes, enquanto uvas de casca fina irá produzir um vinho mais leve e frutado com um tanino suave.

Vinhos com muitos taninos “limpam” o seu paladar, por isso são bem harmonizados com pratos gordurosos como carnes vermelhas, queijos e massas.

Como reconhecer o tanino no vinho?

Ao tomar um vinho, preste atenção na sensação da sua boca e textura da sua língua. Vinhos com muito tanino deixam uma sensação de secura na boca e enrugamento da língua. Essa sensação de adstringência é parecida como comer uma maçã verde crocante ou banana verde.

Como um iniciante no mundo dos vinhos, é fácil de perceber o tanino em vinhos mais encorpados de uvas como Cabernet Sauvignon e Syrah, mas você pode degustar vinhos de uvas suaves que possuem um tanino mais refrescante, já que o sabor da fruta fica mais evidente, não deixando o tanino controlar a bebida.

Sugerimos três vinhos para você degustar e perceber as diferenças de taninos:

Bourgogne Louis Latour 2015 – Um vinho suave da uva Pinot Noir, refrescante com corpo médio e notas de frutas vermelhas no nariz. Perfeito para ser bebido só.

Undurraga Sibaris Cabernet Sauvignon 2015  –  O vinho amadurece em barricas de carvalho francês (50%) e americano (50%) durante 12 meses e mais 10 meses na garrafa. Um típico e delicioso Cabernet chileno, cheio de fruta negra e ervas.

Nebbiolo Langhe Fontanafredda 2012 – Ideal para beber com massas com molho condimentados como o fusilli a putanesca e pratos mais pesados a base de carne vermelha e defumados.

 

Fontes: 
Puckette, Madeline. O guia essencial do vinho: Wine Folley
Gasnier, Vincent. O livro do vinho