A degustação do vinho é um momento importante para a percepção das suas características. O conjunto da cor, aroma e sabor atiçam nossos sentidos trazendo lembranças de momentos ou comidas.
Para profissionais, é a parte mais importante do vinho, pois irá categorizar a sua coloração e expor níveis de acidez, taninos, álcool entre outros fatores. Não é uma habilidade muito fácil, contudo, a prática nos traz experiência.

Como degustar o vinho?

O horário ideal para a degustação do vinho é pela manhã, quando sua boca ainda não teve contato com sabores fortes ao longo do dia. Ainda, antes do almoço e do jantar também são boas opções, uma vez que você não está saciado (a saciedade diminui a percepção sensorial).
O horário é apenas importante por conta da sua percepção. Para geral, o importante é estar em um ambiente:
  • Ventilado e com temperatura agradável
  • Bem iluminado
  • Com mesas cobertas por toalhas brancas
  • Sem cheiros fortes e perfumes
  • Sem fumantes
  • Sem ruídos
Lembre-se sempre: no fundo, é uma questão de gosto – não quer dizer que, se você não gosta, o vinho é ruim.

Degustação do Vinho – O Exame Visual

Vamos detalhar um pouco mais a primeira etapa da degustação que é o exame visual e nos ater mais especificamente as várias tonalidades de cor dos vinhos brancos e tintos com dicas importantes sobre o estado de conservação.

Aspecto

Os principais aspectos de um vinho são: límpido ou turvo.

A limpidez identifica o grau de transparência do vinho. A turvidez não quer dizer que o vinho esteja com defeito, pode ser que o produtor escolheu não filtrar o vinho para que ele não perca características de aroma e paladar.

Intensidade

A intensidade da cor do vinho é vista pela sua coloração da borda ao meio. Você verá pequenas diferenças na intensidade da cor provenientes da uva, método de produção e até mesmo idade.

Em vinhos tintos, se você colocar um dado atrás da taça, conseguirá medir a sua intensidade.

Cor

No caso dos vinhos brancos, a cor varia de um amarelo verdeal para amarelo palha, amarelo ouro e amarelo âmbar.

O amarelo verdeal é encontrado em vinhos muito jovens, leves e frescos com uma acidez bem presente. Já o amarelo palha também é encontrado em vinhos brancos jovens, mas que já podem apresentar alguma evolução.

No caso de vinhos com colocaração amarelo ouro vêm de uvas colhidas além do ponto de maturação normal ou pelo envelhecimento em madeira. Mas cuidado, pois essa tonalidade ouro pode, também, indicar um processo de oxidação em estado avançado representado um vinho “estragado”.

O amarelo âmbar é a cor característica dos vinhos licorosos doces recomendados para acompanhar sobremesas.

Os vinhos tintos possuem tonalidades com maior ou menor intensidade de vermelho púrpura, vermelho rubi, vermelho granada e até um vermelho laranja.

O vermelho púrpura, com reflexos violáceos, representa vinhos tintos muito jovens, com taninos bem presentes. Já o vermelho rubi também é encontrado em vinhos jovens, mas com os taninos mais suaves e macios. O granada indica evolução no vinho, que está pronto para beber, mas ainda pode ser guardado por algum tempo. Enquanto o vermelho laranja, ou “cor de tijolo”, está nos vinhos que passaram por um longo processo de envelhecimento, estão muito macios e prontos para beber. Mas esta cor, quando encontrada em vinhos jovens, certamente é um ponto negativo e pode indicar um avançado estado de degradação.

Efervescência

Outro fator visual é a efervescência, característica exclusiva dos vinhos espumantes. O ideal é uma perlage (bolhinhas) bem pequena, numerosa e persistente.
A degustação do vinho ainda possui o exame olfativo e o exame gustativo que em breve publicaremos.