A história do vinho nos Estados Unidos começa na sua colonização, passando por uma grande transformação, queda até à ascenção ao que conhecemos hoje.

Não foi fácil, mas hoje os Estados Unidos ocupam o posto de maior consumidor de vinho do mundo e apenas França, Espanha e Itália pode se comparar e eles.

História do Vinho nos Estados Unidos

Voltando alguns anos, quando os primeiros colonizadores chegaram à America do Norte, perceberam diversas vinhas com frutos pela floresta. Na época, foi concluído que seria um bom terroir para a produção de vinho, contudo, não foi bem assim.

Na Costa Sul, passaram a plantar as Vitis Viníferas, uvas finas, delicadas e européias, em uma região com um inverno muito rigoroso e um verão muito quente. As vinhas eram prejudicadas e, as que sobreviviam, eram atacadas pela filoxeraainda desconhecida – que se proliferava com o calor.

Foi percebido que, naquela região, apenas as uvas nativas (Vitis Americana) sobreviviam ao terroir, uma vez que tinham adquirido resistência a estes males. Destas, os colonizadores passaram a produzir vinhos, hoje conhecidos como Vinhos de Mesa.

| Veja também – O que é Vitis Vinífera?

Pouco tempo depois, na Costa Norte, um padre franciscano chamado Junípero Serra fundou a missão de San Diego em 1769, levando com ele as uvas de origem espanhola Mission. O clima de calor da Califórnia (na época ainda pertecente ao México) era ideal para a plantação, sendo descoberto um novo terroir ideal para as Vitis Viníferas.

A partir desse momento, as vinhas européias e as norte americanas passaram a coexistir, dando origem – acidentalmente -, às uvas hibridas.

Estas uvas híbridas transformaram a Costa Sul em uma zona de plantio, mesmo assim, foi apenas em Cincinnati, Ohio, que o primeiro vinho norte-americano comercialmente bem sucedido surgiu.

Era o famoso Sparkling Catawba, de Nicholas Longworth, que em 1850 já era apreciado nos dois lados do Atlântico.

Enquanto isto, na Costa Norte, a Califórnia se tornou parte dos Estados Unidos em 1847 e as plantações migraram de Los Angeles para a região de San Francisco (Napa Valley). 

O resultado foi um aumento de produção e a melhoria na qualidade do vinho.

Outro fato foi a Corrida do Ouro na região, que causou forte imigração e, logo em 1850, o Norte da Califórnia foi conquistado pela vinha, fazendo com que o enólogo pioneiro Agoston Haraszthy importasse uma grande coleção de vinhas européias para a Califórnia em 1857.

Assim, em meados do século XIX, os Estados Unidos tinham duas grandes indústrias do vinho em costas opostas!

A queda dos Estados Unidos

Mesmo com a ascenção da Costa Sul e com o início da Costa Norte como conhecemos hoje, a produção de vinhos dos Estados Unidos sofreu com duas grandes fases.

No fim do século XIX, a filoxera – ainda desconhecida – passou a devastar as plantações da Califórnia. Um problema resolvido na época com enxertos e que voltou a ter dois novos ataques anos depois.

Já no restante do país, a Repeal of Prohibition (Lei Seca) foi aprovada em 1920, causando um novo “baque” ao mercado de vinhos dos Estados Unidos.

A lei perdurou até 1933, mas foi somente após a Segunda Guerra Mundial, em 1940, que o mercado foi recuperar.

Anos Dourados

A partir dos anos 70, os vinhos californianos passaram a se destacar no mercado, quando enormes investimentos foram feitos na região de Napa e Sonoma, trazendo importantes prêmios para a região.

Atualmente, quase todos os Estados do país são produtores de vinho, mas, os principais no mercado vinícola e de exportação são Califórnia, Washington, Oregon e Nova York.

Principais Regiões Produtoras de Vinho dos Estados Unidos

Seleção Bacco’s de Vinhos dos Estados Unidos

Zinfandel Seghesio 2012 

Um vinho da região de Sonoma, Califórnia, com premições de 90 pontos pelo Wine Spectator e 93 pontos pelo Wine Enthusiast. Produzido com a uva Zinfandel, tem passagem de 12 meses em barricas de carvalho.

Uma excelente opção para harmonizar com Filet ao molho de funghi porcini, risoto de roquefort ou até mesmo nozes.

Robert Mondavi Private Cabernet Sauvignon 2015

Seus aromas tem uma fruta vermelha bem evidente, seguido de um toque de especiarias doces e um pouco de chocolate pertencentes à Syrah. Em boca é encorpado e quente. Seus taninos são bem finos e o seu final é muito persistente.

A marca Robert Mondavi fala por si só. Produtor do vinho iconico Opus One, tem no Private Selection um excelente Cabernet do novo mundo.

Robert Mondavi Woodbridge 2017 Rosé 

Um Rosé brilhante e fresco, tornando-se um vinho ideal para desfrutar em uma tarde quente. Com notas de cereja e suculentas frutas vermelhas de uma mistura proprietária de variedades de uva, os aromas e sabores frutados do vinho ganham vida através de notas de melancia e morango.

Os sabores claros do Zinfandel White fazem dele um vinho agradável e versátil que combina bem com um prato cajun picante, como o Foucine de Andouille Cajun ou queijos picantes.

Menage a Trois Midnight 2016

Este Red blend é um vinho que agrada a gregos e troianos. Aromas de frutas negras maduras como cereja e ameixa, além de baunilha. Paladar acrescenta chocolate, em meio a um corpo médio, tanicidade bem amena e uma boa persistência para um vinho desse porte.

Menage a Trois Midnight 2016 Rosé
Robert Mondavi Woodbridge 2017